Por Rodrigo Bueno

publicado em Saúde

Os cachorros possuem uma capacidade auditiva muito maior que os humanos. E, com isso, diversos tipos de sons podem acabar causando profundo incomodo e estresse para os pequenos pets. Muitos humanos acabam focando, por exemplo, nos fogos de artificio, que realmente deixa o pet muito assustado. Mas um novo estudo afirma que sons do nosso cotidiano também podem causar este estresse.

Pesquisa afirma que sons caseiros podem estressar cachorros

De acordo com uma pesquisa publicada recentemente no Frontiers in Veterinary Science, são diversos os sons que podem ser produzidos no dia a dia de uma casa e que podem causar grandes níveis de estresse. Alguns exemplos citados na pesquisa são aspirador de pó ou até mesmo o micro-ondas. Outros sons, como o alarme de um detector de fumaça também pode causar um grande sentimento de ansiedade.

Um dos principais problemas indicados no estudo é a falta de percepção dos humanos. “Nós sabemos que muitos cães têm grande sensibilidade a sons, mas subestimamos seu medo e o consideramos normal porque muitos de nós não conseguimos interpretar a linguagem corporal de nosso pet”, explica Emma Grigg, autora do estudo.

Dentre os principais sinais que os cachorros demonstram deste estresse, tais como encolher-se, apresentar tremedeira e até mesmo refugiar-se em um espaço pequeno ou apertado. Mas quando os sinais são mais sutis, as pessoas simplesmente não conseguem entender o que está acontecendo com o cachorro.

Pesquisa afirma que sons caseiros podem estressar cachorros

Alguns destes sinais mais sutis também foram citados como exemplo: eles ficam mais ofegantes, eles lambem os lábios, viram a cabeça e podem até mesmo enrijecer o corpo em determinadas situações.

O estudo analisou os resultados de testes feitos com 386 tutores de cães. Durante o experimento, essas pessoas foram perguntadas a respeito de como seus animais de estimação se comportam com alguns barulhos caseiros. Além disso, outros 62 vídeos disponíveis em plataformas digitais foram analisados.

A pesquisa indica que grande parte dos donos subestimam o medo sentido pelos cães ou ainda reagem ao sofrimento dos pets como se fosse algo engraçado. Há uma incompatibilidade entre as percepções dos proprietários e a quantidade de medo realmente presente”, disse Grigg.