China tira cachorros de lista de animais que podem ser criados para consumo

Atualização foi feita no Diretório de Recursos Genéticos para Pecuária e Agricultura.

Por Rodrigo Duarte

publicado em Notícias

A China anunciou hoje uma atualização no Diretório de Recursos Genéticos para Pecuária e Agricultura que retira os cachorros da lista de animais que podem ser criados, negociados e transportados para fins comerciais. Na prática, isso significa que em nenhum lugar no país todo os cães poderão ser criados e vendidos para consumo.

A alteração pode ser considerada como uma verdadeira vitória da comunidade internacional e dos defensores da causa animal. Essa foi uma alteração que já havia sido, de certa forma, confirmada no mês passado, quando o Ministro dos Assuntos Agrícolas e Rurais fez uma declaração pública afirmando que os cães não deveriam mais ser incluídos na pecuária.

"Com o passar do tempo, as ideias de civilização e hábitos alimentares estão em constante mudança, e alguns costumes tradicionais sobre cachorros também vão mudar", diz postagem feita no site do ministério.

Vale ressaltar que a medida não proíbe, no país inteiro, o consumo de carne de cachorro. Apenas impede que uma empresa, por exemplo, tenha um registro que permita com sejam criados e vendidos cães para o consumo de humanos. Por enquanto apenas duas cidades chinesas proibiram completamente o consumo de carne de cães e gatos: Shenzhen e Zhuhai.

A medida acaba tendo ainda mais relevância por ter sido confirmada nas vésperas do Festival da Carne de Cachorro de Yulin, considerado como um dos eventos mais importantes e tradicionais relacionado ao consumo de carne de cachorro no país. A Humane Society Internacional estima que 10 milhões de cachorros e 4 milhões de gatos sejam mortos para consumo todos os anos no país.


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