Algo que os cães conseguem realmente fazer muito bem é sentir os cheiros que estão presentes no ar. Como o sistema olfativo destes pets são muito mais poderosos do que nos humanos, os cheiros passaram a ser mais do que um simples sentido para os cães. Eles também oferecem informações preciosas sobre o que está acontecendo ao redor.

Cães conseguem detectar Covid-19 em menos de um segundo

Hoje em dia os humanos já utilizam essa capacidade dos cães nas mais variadas áreas. Agora, parece que os cães farejadores também vão poder contribuir no enfrentamento de uma das crises de saúde mais graves das últimas décadas enfrentadas pela humanidade: a Covid-19.

De acordo com uma pesquisa que está sendo realizada, cães teriam a capacidade de detectar o coronavírus com bastante precisão. O estudo inglês que teve seus resultados anunciados recentemente fez teste com seis cães treinados e descobriu que eles conseguiram identificar Covid-19 em roupas usadas por pessoas infectadas com até 94.3% de precisão. Para se ter uma ideia, o teste PCR, um dos mais utilizados para detecção da doença, conta com uma precisão de cerca de 97%.

Cães conseguem detectar Covid-19 em menos de um segundo

Os cães utilizados nos testes são considerados de raças farejadoras ou de resgate, como o labrador, o golden retriever e o cocker spaniel. Eles foram treinados por oito a dez semanas, sendo recompensados com guloseimas ou brinquedos ao indicar corretamente uma amostra com o Covid-19. Para realizar os estudos, foram coletadas amostras de máscaras faciais utilizadas por 3 horas, além de meias e camisetas usadas por 12 horas.

Mas além de conseguirem uma precisão muito próxima de um teste PCR, os cães conseguem algo a mais: eles detectam o vírus mais rapidamente, em menos de um segundo. E os testes afirmam que eles conseguem achar o vírus até mesmo em pessoas que tenham baixa carga viral.

A ideia é de que os cães possam contribuir para fazer triagem em locais de grande movimentação, como aeroportos e eventos de grande porte, encontrando pessoas que possam estar contaminadas para que elas possam fazer o teste. Países como Finlândia, França e Líbano já têm projetos semelhantes em seus aeroportos, por exemplo.