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Esporotricose

Doença fúngica que afeta várias espécies animais, inclusive o homem.

Esporotricose

agricultorDesde 1990 há relatos da esporotricose no Brasil, é a micose mais comum da América Latina.  É causada pelo fungo Sporothix schenckii que pode contaminar solos, madeiras em decomposição e animais. O fungo gosta do clima tropical e temperado.

Em 1998 começou a ter relatos de infecção em gatos domésticos e desde então em algumas regiões do Brasil como o Rio de Janeiro há epidemia da doença. Acredita-se que afetou mais os gatos pelo hábito de arranhar, cavar e andar fora de casa, já que muitas vezes entram em contato e brigam com outros gatos na rua. Pode ser transmitida pela arranhadura, mordedura e contato com secreções. No homem a doença é comum em pessoas que tem contato com plantas constantemente como floristas, agricultores e tratadores de animais.

Pode atingir humanos, cães, felinos, equinos, bovinos, camelos, ratos, golfinhos, chipamzés e raposas.

gato com lesão nodular em faceGeralmente os gatos começam com sinais respiratórios, como espirros e secreção nasal transparente e a apresentação mais comum é a cutânea que pode evoluir para outros sistemas do organismo. Na pele são observadas pápulas, nódulos, úlceras, abscessos, crostas hemorrágicas e necrose. Gatos têm mais úlceras, pois a epiderme deles é muito fina. Essas alterações na pele acometem muito plano nasal, face, extremidades (membros e cauda) e de bolsa escrotal. Pode haver aumento de linfonodos, pois há disseminação do agente por vias linfáticas. Também pode haver alterações hematológicas. Alguns animais ficam letárgicos, com falta de apetite e pode ter febre se tiverem a forma generalizada. As lesões na pele não doem, nem coçam.  

lesões em humano

Em humanos a doença se manifesta na pele, começa com caroços vermelhos que podem virar feridas, principalmente nos braços, pernas e rosto.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através da história do animal (onde vive, hábitos), exame clínico, exame citológico e histopatológico para pesquisa do agente e o diagnóstico definitivo é dado pela cultura fúngica.

Tratamento

gato com lesões ulceradas em vários lugaresO tratamento costuma ser longo com antifúngicos por até dois meses depois da cura clínica e em regiões endêmicas esse tempo pode ser de até 6 meses após cura clínica. É viável e deve-se tratar os animais para diminuir as infestações, mas o proprietário tem que estar consciente que deverá tomar muito cuidado, pelo risco de contaminação da doença. Algumas medidas de proteção simples como o uso de luvas e lavagem das mãos deverão ser adotadas durante o tratamento. O prognóstico é favorável quando é observado só formas locais da doença (só na pele), já na forma generalizada é ruim.

Patrícia Maíra Paulino M.V. Patrícia Maíra Paulino • CRMV-SP 27889
Médica Veterinária • Pós-Graduada em Dermatologia Veterinária

Atualmente atende exclusivamente Dermatologia de pequenos animais em hospitais e clínicas veterinárias.

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