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Polêmica sobre uso de animais em cursos de medicina

Justiça reacende polêmica e proíbe UFCS de usar animais no curso de medicina da federal.

Uma polêmica no meio acadêmico e médico/veterinário acabou de ganhar, esta semana, mais um capítulo. Está relacionada ao uso de animais domésticos no curso de medicina das universidades federais do Brasil inteiro. A justiça emitiu uma decisão proibindo especificamente o curso da Universidade Federal de Santa Catarina a utilizar os animais em sala de aula. Como os animais eram utilizados normalmente em algumas disciplinas, a ordem foi para que a utilização fosse suspensa imediatamente.

Polêmica sobre uso de animais em cursos de medicina

Caso a universidade venha a ser flagrada ou denunciada descumprindo a lei, terá que pagar uma multa de R$ 100 mil pelo uso indevido dos animais. A decisão foi emitida pelo juiz da Vara Federal Ambiental de Florianópolis, Marcelo Krás Borges, em atendimento a um pedido do Instituto Abolicionista Animal (IAA).

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A decisão acabou sendo criticada pelos representantes do curso de medicina da Instituição, mas não houve uma posição oficial da Universidade para imprensa citando nomes das pessoas que estavam descontentes com a decisão. A Federal de Santa Catarina comunicou apenas que vai estudar a possibilidade de recorrer de decisão.

A UFSC alega ainda que já estava promovendo a troca, gradual, das práticas com animais por outros equipamentos que podiam fazer as simulações nas mesmas condições, mas alega que esta troca é lenta e gradual devido a grande quantidade de recursos que precisam ser investidos para esta substituição sem prejudicar a formação dos alunos.

Algo que teria indignado parte da comunidade acadêmica da Universidade foi a jurisprudência que Foi utilizada pelo juiz que assinou a decisão, a mesma utilizada para criminalizar as rinhas de galo e os espetáculos de circo que utilizam animais em suas apresentações. O juiz Marcelo Borges afirma que a universidade estaria ganhando dinheiro, já que estava economizando recursos, ao não comprar os equipamentos disponíveis que permitem os mesmos procedimentos sem que haja tratamento cruel aos animais.

“Cabe ao ente público reservar uma parte do orçamento para a compra de equipamentos necessários aos experimentos científicos e cirurgias médicas experimentais e terapêuticas, tais como acontece nos países desenvolvidos, como Estados Unidos e Inglaterra”, sentencia o juiz na sua decisão. 

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