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Jornal faz levantamentos de pontos comuns em situações de ataques caninos

Publicação afirma que raça é um dos fatores que menos influência nos casos de mordidas.

Toda vez que uma notícia surge sobre ataques de cães contra pessoas muitas coisas começam a ser ditas, geralmente um discurso que se repete em praticamente todos os casos. Uma das primeiras informações que as pessoas desejam saber quando sabem que um cachorro morde alguém é a sua raça. Muitas análises surgem sobre a periculosidade de algumas raças de cães, enquanto que outras pessoas culpam a criação do animal.

Jornal faz levantamentos de pontos comuns em situações de ataques caninos

Neste mundo de informações, fica complicado separar o que é real e o que não passa de discursos que são apenas repetidos mas que não possuem base científica nenhuma.

Para tentar desmistificar um pouco este assunto, o jornal da American Veterinary Association publicou algumas informações interessantes relacionadas aos ataques de cães em determinados locais. A ideia da pesquisa era tentar identificar alguns pontos em comum que estão presentes diferentes ataques de cães.

O resultado não deixa de ser surpreendente, especialmente para as pessoas que acompanham as informações relacionadas aos ataques caninos pela mídia

Levantamento de dados

A pesquisa foi feita com base em estudos focados em casos relatos na polícia de algumas cidades dos Estados Unidos, sempre envolvendo fatalidades relacionadas ao ataque de cães contra pessoas. Os casos que acabaram entrando na pesquisa aconteceram entre os anos de 2000 e 2009. Foram cruzadas as informações que constavam no relatório da polícia e também nas informações que foram veiculadas na mídia.

Resultados obtidos

A pesquisa conseguiu identificar, nos réus resultados, uma série de fatores que se repetem em diversos casos de ataques dos cães contra as pessoas. O resultado mais interessante que a pesquisa mostrou está relacionado a raça dos animais. De acordo com o levantamento, em mais de 80% dos casos estudados a raça dos animais não podiam ser identificadas nem pelas vítimas e nem pelas testemunhas.

Outra informação interessante que surge no cruzamento dos relatos da polícia com as notícias que surgem na mídia, em diversos casos as reportagens ou notas citam uma determinada raça de cão, sendo que a mesma ou não aparece nos relatos oficiais ou aparecem apontando outra raça.

Apenas 18% dos casos levantados mostraram que os pesquisadores conseguiram identificar a raça dos cães. O levantamento conseguiu classificar 20 raças diferentes que estiveram envolvidas nesta pequena porcentagem dos casos que o cão é citado com detalhes nos relatórios e nos depoimentos.

A pesquisa mostra outros 7 fatores recorrentes que aparecem nos relatórios e nos depoimentos.

  1. Ninguém com o poder corporal suficiente para intervir (87,1%);
  2. A vítima não possuía nenhuma relação anterior com o cachorro (85,2%);
  3. O cachorro não é castrado (84,4%);
  4. A vítima não conseguia administrar as interações com o cão, seja devido a idade ou a condição física  (77,4%);
  5. O cão não é mantido como pet, esse seria o clássico “cachorro de jardim” (76,2%);
  6. O tutor não cuidava do cão corretamente (37,5%);
  7. Abuso e negligência (21,1%);

Os pesquisadores avaliaram, com base no levantamento da pesquisa, que na grande maioria dos casos os problemas de relacionamento e a falta de capacidade do responsável pelo cão em entender as necessidades do animal estão presentes de forma mais frequente nos casos. 

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