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Dermatite Atópica em Cães

A dematite atópica é a doença mais atendida por especialistas hoje, é uma doença inflamatória crônica que deixa a pele vermelha e coça muito!

Dermatite Atópica em Cães

Há variedade de sintomas, pois vários genes podem ser alterados, por isso é uma genodermatose (pode passar ao longo das gerações) de caráter autossômico dominante. Não há cura e sim controle.

Mecanismo da doença

ácarosO animal atópico produz menos ceramídeos que um animal normal, os ceramídeos fazem uma função como de um cimento para coesão das células da pele, fazendo função de barreira. Com essa baixa produção de ceramídeos irá diminuir a adesão entre as células da pele, diminuindo a função de barreira e há perda de água transepidérmica.  

Com essa falta de ceramídeos entre as células da pele, alguns agentes podem ficar no espaço intracelular agredindo as células. São o caso de irritantes que ficam no ambiente, como produtos de limpeza, carpete, tapetes, lãs, roupas. Produtos para banhos (xampús com sal, talcos, perfumes), gramas e material de construção. Quando o animal atópico entrar em contato com esses irritantes começará a coçar.  

A maioria dos animais atópicos começam a apresentar alergia também de aeroalérgenos como células de animais e restos de insetos, ácaros de bolor e poeira e polén de plantas, que são impossíveis de retirar totalmente do contato dos animais, por isso a dificuldade em cura da doença.

Sintomas

lesão perioralAs principais regiões da pele atingidas pela coceira e vermelhidão inicial são as pálpebras, região interdigital, perioral, axilas, abdómen e virilha. A coceira é intensa à grave, crônica, dependendo do causador da alergia pode ser maior em determinada época do ano e começa antes das lesões, observamos escoriações feitas ao se coçar pelo corpo e o animal pode se coçar através de lambeduras, mordiscamentos e se esfregando em objetos também.  São comuns as infecções secundárias (bactérias e fungos), observadas por espinhas, crostas, mau cheiro, aumento da espessura da pele e mudança de coloração (fica enegrecida) e otite crônica.

Acontece mais em animais de raças puras que vivem dentro de casa, como o poodle, West highland terrier, shih tzu, lhasa apso, sharpei, Golden e labrador retriever. Começa a apresentar os sintomas quando jovens até adultos (mais ou menos 4 anos).

alopecia em dorso de cão

Controle

Como dito anteriormente a dermatite atópica é uma doença incurável e por isso requer tratamento contínuo, que envolve vários gastos ao longo da vida do animal e é comum, mesmo mediante a terapia, a recorrência dos sinais. Para controle primeiro devemos tratar infecções secundárias e excluir outras causas de alergia como a de insetos (pulgas, carrapatos, mosquitos) e a alergia alimentar.

lesões em região de membros torácicos em labrador

Deve-se então fazer um manejo no ambiente que ele vive, fazendo o uso de coberturas impermeáveis anti-ácaros nos locais onde o animal deita e fica (colchões, travesseiros e sofás), limpeza ambiental e aspiração de pó periódica, evitar que o animal fique em ambientes abafados e mofados, em meio a entulhos, guarda-roupas e embaixo de cama. Devem-se remover carpetes, tapetes e cortinas.  Evitar o contato com a grama orvalhada ou após o seu corte.

Após retirar as infecções secundárias, devido à perda de água da pele, a pele do cão atópico se torna seca, deverá ser usado então xampús e soluções hidratantes semanalmente ou mais, receitados pelo veterinário para recuperar a função de barreira da pele.

Teste Cutâneo IntradérmicoSe mesmo com as etapas anteriores o animal continuar a se coçar e as infecções voltarem deverá ser feito um controle medicamentoso ou com imunoterapia (vacinas antialérgicas).

Para fazer a imunoterapia o animal deverá ser submetido a um teste cutâneo intradérmico onde serão aplicados possíveis causadores da alergia na pele e observar quais reagem, a partir do resultado serão feitas vacinas que deverão ser aplicadas em um intervalo determinado pelo veterinário responsável e nem sempre são totalmente efetivas, mas na maioria dos casos pelo menos ajudam na diminuição de uso de antialérgicos.

Patrícia Maíra Paulino M.V. Patrícia Maíra Paulino • CRMV-SP 27889
Médica Veterinária • Pós-Graduada em Dermatologia Veterinária

Atualmente atende exclusivamente Dermatologia de pequenos animais em hospitais e clínicas veterinárias.

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