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Piodermites superficiais

A piodermite acontece quase sempre quando a microflora cutânea normal se multiplica de forma errada e geralmente é secundária a outras doenças

Piodermites superficiais

As bactérias que residem na pele mais comum são as Staphylococcus epidermidis e Staphylococcus intermedius, algumas outras são transitórias como a Escherichia coli e a Pseudonomas spp.

A contagem total de bactérias aeróbias na pele normal é 10 a 103/cm2, em um animal com seborréia, por exemplo, ela aumenta para 103 a 107/cm2. As infecções bacterianas de pele são classificadas como superficiais e profundas. As piodermites superficiais podem envolver a epiderme e o epitélio folicular, é chamada também de “foliculite”. 

Existem vários tipos de foliculites descritas a seguir:

pústulas e eritema- Impetigo: o impetigo se caracteriza por pústulas (como se fosse espinhas) que ficam abaixo da camada córnea, não envolve o folículo do pêlo e acontece geralmente em áreas sem pêlos, como a região abdominal, é muito comum em cães filhotes e pode ser idiopático ou secundária a alguma doença;

- Piodermite mucocutânea: acontece na região de lábios e na pele ao redor da boca. Não se sabe a causa, a região fica aumentada, vermelha, pode formas fissuras, crostas e exsudato.

Intertrigo- Foliculite bacteriana superficial: é a infecção superficial do folículo piloso. Existem três agentes mais comuns nessas foliculites, os estafilococos, dermatófitos e ácaros demodécicos. Podem evoluir para foliculites profundas. Pode ser primária e secundária a outras doenças. Muito comum em alergias, pode coçar muito. 

- Intertrigo: o intertrigo é também conhecido como dermatite superficial das dobras, acontece pela fricção da pele, pelo acúmulo de sebo nessas regiões de dobras. O local fica quente, úmido e escuro, o que torna um ambiente ideal para bactérias e fungos. É muito comum em bulldogs e sharpeis.

Diagnóstico

Cultura de bactériasO diagnóstico, além do clínico, é feito através da citologia, histopatologia e cultura bacteriana. Na citologia e histopatológico poderão ser observadas as bactérias, suas formas e porções da pele atingidas, mas não é possível identificar qual é a bactéria envolvida, para isso é preciso fazer uma cultura, que também poderá ser testada para os vários antibióticos existentes, para saber qual é resistente ou sensível a aquela bactéria, auxiliando na escolha do tratamento.   

Tratamento

pull-leftSe a infecção for secundária, a causa subjacente deve ser sempre tratada para o sucesso do tratamento. É importante fazer tricotomia dos pêlos dos animais para melhorar a terapia tópica. A terapia tópica é feita com xampús, cremes, pomadas, aerossóis e sprays antibacterianos, mas quase sempre é usado conjuntamente com antibióticos sistêmicos.

As piodermites recorrentes podem ser secundárias a doenças infecto-parasitárias, alergias, distúrbios disqueratóticos e degenerativos. Também pode haver hipersensibilidade bacteriana e imunodeficiência tegumentar. Nesses casos um plano diagnóstico deve ser elaborado para tentar descobrir a causa base e o melhor protocolo terapêutico. 

Patrícia Maíra Paulino M.V. Patrícia Maíra Paulino • CRMV-SP 27889
Médica Veterinária • Pós-Graduada em Dermatologia Veterinária

Atualmente atende exclusivamente Dermatologia de pequenos animais em hospitais e clínicas veterinárias.

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