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Hiperplasia Endometrial Cística e Piometra

Alterações Hormonais são muito comuns em cadelas, principalmente idosas, e isso poderá gerar alguns problemas como a infecção uterina

Hiperplasia Endometrial Cística e Piometra

A Piometra é a infecção do útero e é secundária a hiperplasia endometrial cística,  é uma doença do período do diestro (período que ocorre até 60 dias após o cio) é hormonalmente mediada, resultando da interação bacteriana com o endométrio uterino anormal. Pode apresentar um caráter agudo ou crônico e acomete fêmeas adultas e é comum em cadelas e rara em gatas.

Irá refletir em uma variedade de sinais clínicos, associados a doença no aparelho reprodutor (útero) e lesões extragenitais (vesícula urinária, rins e sistema hematopoiético).

A exposição repetida do endométrio a concentrações elevadas de estrogênio  e da progesterona que estimula o aumento e atividade secretora das glândulas e inibe a contratibilidade do útero e tubas uterinas poderão resultar em uma hiperplasia endometrial cística. A infecção bacteriana é um problema secundário em que a bactéria mais envolvida é a Escherichia Coli, irá desenvolver-se quando há invasão bacteriana do endométrio anormal levando ao acúmulo de material purulento no útero. Isso pode acontecer naturalmente, mas é  muito comum em animais que usam anticoncepcionais.   

Sinais Clínicos

aumento abdominal devido a piometraEm fêmeas com menos de 4 anos é mais difícil de acontecer e os sinais costumam ser agudos, já em cadelas mais velhas é mais comum e os sinais são crônicos, ou seja pode aparecer aos poucos durante vários dias. Os sinais iniciam-se em  4 a 10 semanas após o cio e pode acontecer de 3 formas:

  • Piometra de cérvix aberta: haverá secreção vaginal purulenta, às vezes com sangue e a cadela ficará letárgica e com depressão, pode haver aumento de ingestão de água e ela irá urinar mais, poderá ter vômitos e diarréia associados.
  • Piometra de cérvix fechada: os sinais são mais severos, a secreção vaginal não vai estar presente. Há aumento de volume abdominal, há desidratação, azotemia, fraqueza, choque, febre ou hipotermia e o animal poderá entrar em colapso ou coma.
  • Piometra de coto: animais castrados podem apresentar também infecções do coto uterino (geralmente quando não são retirados os ovários do animal) e acontecerá os mesmos sintomas de piometra de cérvix aberta.

Exames

Útero normal comparando com útero com infecçãoAlguns exames poderão auxiliar o veterinário no diagnóstico como exames de sangue, radiografias e ultrassons abdominais.

Tratamento

O tratamento de escolha é a ovariohisterectomia conhecida como castração. Também deverá ser realizado tratamento suporte para corrigir as consequências da infecção, como tratamento do choque, corrigir desidratação e anormalidades metabólicas e antibioticoterapia sistêmica.

Só deverá tentar outros tratamentos que não a castração para animais valiosos para acasalamento que não se encontrem em azotemia e não tenham a cérvix fechada.

O não tratamento poderá acarretar na ruptura uterina e a peritonite levando a infecção generalizada e morte. 

Patrícia Maíra Paulino M.V. Patrícia Maíra Paulino • CRMV-SP 27889
Médica Veterinária • Pós-Graduada em Dermatologia Veterinária

Atualmente atende exclusivamente Dermatologia de pequenos animais em hospitais e clínicas veterinárias.

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