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Como introduzir um novo animal na sua casa

Para adotar um novo bichinho deverão ser tomados vários cuidados para o bem estar dele e do seu velho amigo

Como introduzir um novo animal na sua casa

Quando queremos adotar um novo animal, vários cuidados devem ser tomados para que o seu bichinho atual o aceite e não haja brigas. Caso isso não aconteça o convívio entre a família pode se tornar um problema, pois gerará um estresse tanto nos animais quanto aos seus proprietários. Alguns animais podem começar a apresentar problemas de comportamento e até ficarem doentes por conta do novo “amigo”.

Para que ocorra o sucesso na introdução de um novo animal e boa convivência entre eles devemos estudar e entender o comportamento natural e organizações sociais de cada espécie.

A primeira coisa que se deve ter em mente é que será uma tarefa muitas vezes trabalhosa, que exigirá tempo e paciência de todos que convivem com esses animais.

Gatos costumam ser mais antissociais do que cães, mas tudo depende também do gênio de cada animal, filhotes de gatos mansos costumam herdar essa característica dos pais. Filhotes, animais do sexo oposto e da mesma raça costumam ser mais bem recebidos. Se forem animais de sexo oposto é essencial castrá-los caso não haja intenção de cruzamento, pois é praticamente impossível separá-los durante o cio.

Introdução de um novo cão

Para começar é importante para o cão que a apresentação ao novo animal seja feita fora de casa, para não gerar disputa por território, objetos e comida. Os animais devem estar cada um com uma pessoa, de preferência guiados por coleiras, e ficarem distantes um do outro e após o contato visual, deixar um ao outro se cheirar. Pode parecer estranho, mas quando os cães cheiram a região perineal um do outro, eles estão se “conhecendo”. Isso acontece, pois as glândulas dessa região soltam uma secreção cujo odor serve como uma espécie de “identidade” para cada cão. Eles conseguem saber o sexo e humor um do outro por esse odor por exemplo. Se durante esse processo eles abanarem o rabo, é um sinal bom, que ambos estão se aceitando bem. Quando o rabo fica ereto e levantado estão querendo mostrar liderança, os animais submissos fecham suas glândulas e abaixam o rabo.

Após a apresentação um passeio com ambos pode ser a próxima etapa, pois os cães quase sempre ficam descontraídos em passeios e fica mais fácil a socialização. Novamente, cada animal deve ser guiado por uma pessoa diferente, para maior segurança caso se estranhem.

Após o passeio a introdução na nova casa pode ser iniciada. Sempre separando água e comida de ambos. E é muito importante que a atenção seja sempre primeiro do animal que já estava na casa, ou seja, carinho, petiscos e comida sempre devem ser dados primeiro para ele.

Como o novo animal não vai chegar já educado sabendo onde deve fazer suas necessidades como o outro, é importante sempre que escapar o “xixi” ou “cocô” limpar bem o local ou o objeto com desinfetantes eliminadores de odores para não começar uma disputa de marcação de território. Existem produtos no mercado que facilitam essa fase de aprendizado e que podem ser passados nos objetos e locais para mostrar “onde não pode” e “onde pode” fazer.  

É importante não deixar os dois cães sozinhos até que estejam bem socializados um com outro, principalmente se o novo for um filhote. 

Com o tempo os cães vão se organizar em uma hierarquia, e geralmente o líder ou o chamado “alfa” da matilha vai ser o animal mais velho na casa e o outro submisso a ele e você conseguirá observar isso não pela força ou tamanho de cada um, mas por suas posturas e comportamentos. Para se determinar acontecerão disputas entre ambos e isso não quer dizer que o animal que se torne o submisso sofra ou se torne mais triste por isso, deve-se entender que é o comportamento natural dos cães e que isso é absolutamente normal. 

Introdução de um novo gato

GatinhosGatos mantém um comportamento muito próximo ao dos seus ancestrais selvagens e se organizam em colônias. O olfato é muito importante, pois reagem na presença de “intrusos”, que são tudo que não tem o odor da colônia, como um novo gato, uma pessoa, um objeto e é natural que eles agridam esse intruso. Eles precisam de espaço, ou seja, quanto maior a colônia e menor o espaço, a chance de brigarem é maior, pois apesar de viverem juntos, eles tem hábitos individuais que precisam ser respeitados. Machos são mais espaçosos e mais territorialistas.  

Para então, introduzir um novo gato ao ambiente, deve-se primeiro por uma semana ou mais deixar o novo gato isolado em um ambiente em que o antigo não consiga ter acesso. Isso faz com que os animais já comecem a se acostumar com o cheiro um do outro. Depois desse período devem-se começar os contatos por curtos períodos e sempre estar observando a reação de ambos e ir aumentando o tempo até sentir segurança em deixar conviverem. Cada um deve ter seus recipientes individuais de comida, água e areia.

É importante observar que os gatos que fazem escândalos e têm posturas agressivas na presença do outro muitas vezes é o animal que tem mais medo e ele mais ameaça do que realmente faz alguma coisa. 

Quanto mais “amigos” mais tempo os gatos vão permanecer juntos. Permanecem a uma distância menor que 1 metro, tem ações em conjuntos como dormir, alimentar e brincar. Fazem o toque do focinho, lambeduras e se esfregam um no outro. Você observará que ambos vão ficar mais brincalhões, e vão ronronar e “amassar com as patas” mais.  A frequência e intensidade dessas ações estão diretamente relacionadas ao grau de amizade dos gatos. A cauda para cima ou entrelaçadas é também um sinal de amizade.

As brincadeiras de gatos muitas vezes podem parecer estúpidas aos nossos olhos e para diferenciar a brincadeira de uma verdadeira agressão observe que quando estão brincando há ausência de sons agonísticos, como os rosnados.

Além do odor um do outro, gatos liberam também os chamados ferormônios, que são substâncias químicas que são capazes de gerar reações específicas fisiológicas ou comportamentais em outros gatos da colônia e outros que estejam num determinado raio do espaço físico ocupado pelo excretor. No mercado pet hoje há ferormônios artificiais que podem auxiliar na socialização desses animais.

E se mesmo com esses cuidados eles não ficarem amigos?

Se mesmo com essas ações os animais persistirem em serem agressivos um com o outro e mudarem seus comportamentos após a introdução é importante procurar um profissional especializado em comportamento para tentar identificar os problemas e ajudar a resolvê-los.

Alguns animais não aceitam de jeito nenhum o outro e deverá então ser doado para outra família.  

Patrícia Maíra Paulino M.V. Patrícia Maíra Paulino • CRMV-SP 27889
Médica Veterinária • Pós-Graduada em Dermatologia Veterinária

Atualmente atende exclusivamente Dermatologia de pequenos animais em hospitais e clínicas veterinárias.

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